Minha pátria é minha língua: interseções luso-brasileiras livro organizado por Paulo Herkenhoff, Silvia Finguerut publicado pela FGV Editora (2022).
“No Livro do Desassossego, Fernando Pessoa escreve a frase “Minha pátria é a língua portuguesa”, adaptada por Caetano Veloso no verso “Minha pátria é minha língua”, que traduz perfeitamente o propósito desta publicação: enfatizar, de forma inédita, a união luso-brasileira, de uma perspectiva fundamentalmente jurídica, já que o livro, do mesmo modo, celebra a 10a edição do Fórum Jurídico de Lisboa, organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), localizado em Brasília, e pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), bem como os duzentos anos da Independência do Brasil.
Ao longo de três séculos, Portugal e Brasil compartilharam, até a Independência deste, a mesma história. Os primeiros padres que vieram à colônia portuguesa pertenciam à então recém-criada Companhia de Jesus, surgida em 1534, e a influência dos jesuítas na trajetória do Brasil é abrangente: criaram missões, que, mais tarde, se tornaram cidades; exerceram enorme influência sobre a Igreja Católica e, por conseguinte, também sobre a vida social e política da América portuguesa até 1759, quando foram expulsos de Portugal e de suas colônias pelo Marques de Pombal, só retornando após o início do reinado de D. Maria I. Este foi um importante marco numa longa e, muitas vezes, ignorada disputa entre visões bastante diferentes sobre o Estado e como deveriam ser organizadas as suas instituições…”
