Home > Sem categoria > Lisbon Talks: A América Latina face à doutrina “Donroe” (Casa da América Latina & Clube de Lisboa)

Lisbon Talks: A América Latina face à doutrina “Donroe” (Casa da América Latina & Clube de Lisboa)

Lisbon Talks: A América Latina face à doutrina “Donroe” evento promovido por Casa da América Latina e o Clube de Lisboa (2/2026).

A Casa da América Latina e o Clube de Lisboa promoveram no dia 23 de fevereiro, às 11h00, nas instalações da CAL (Av. da Índia, 110) a 5ª Lisbon Talk da série América Latina, subordinada ao tema: “A América Latina face à doutrina “Donroe”.

A sessão, subordinada à regra de Chatham House, contará com as intervenções dos professores Nancy Gomes, da Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) e José Roberto Afonso, do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP- Lisboa) e Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP- Brasília), com moderação da Embaixadora da República Dominicana em Portugal, Patricia Villegas.

Em 1823, o Presidente dos Estados Unidos, James Monroe, criou a Doutrina Monroe, estabelecendo que as potências europeias não deveriam intervir nem colonizar países do continente americano. Em contrapartida, os Estados Unidos comprometiam-se a não interferir nos assuntos europeus. Na prática, esta doutrina colocava o hemisfério ocidental sob a tutela política e estratégica dos Estados Unidos. A 3 de janeiro, Donald Trump, atual Presidente dos Estados Unidos, recuperou os princípios desta doutrina, reafirmando a hegemonia norte-americana na América Latina. Trump justificou esta posição com argumentos de segurança interna, como o controlo da imigração e o combate ao narcotráfico, bem como com a crescente influência de potências externas à região, nomeadamente a China e a Rússia.

A sessão abordou os impactos económicos e políticos que a reafirmação desta doutrina tem para a região.

“Questionamos se há realmente uma nova doutrina, a luz do significado deste conceito, quando parece mais uma ação midiática para impor menos uma agenda de uma nação e sim de um conjunto de grandes corporações, sobretudo tecnológicas, ainda que norte-americanas, as maiores delas sediadas em solo europeu, para fins de planejamento tributário. Se crise abre oportunidades, é mais do que hora de uma aproximação e integração entre União Européia e América Latina, mais do que apenas com Mercosul.”

https://abre.ai/oPTs

Postagens Relacionadas