Reativação da demanda e os dilemas do pós Covid-19, segundo a Unctad publicado por IEDI (11/2020)
“Esta Carta IEDI retoma a discussão sobre as ações necessárias para a recuperação econômica pós-pandemia. Edições anteriores abordaram, por exemplo, a visão do FMI (Carta n. 1043), da União Europeia (Carta n. 1039), do IPEA (Carta n. 1028) e de economistas de destaque internacional (Carta n. 1026). No documento “A Crise do Coronavírus e a Estratégia Industrial”, o IEDI se posicionou sobre as condições para uma trajetória de crescimento e desenvolvimento econômico e social do país.
Hoje, sintetizamos a visão da Unctad por meio do capítulo segundo de seu relatório Trade and Development 2020, em que construiu cenários alternativos para 2021 e para próxima década, a partir do exame de como as três principais fontes de crescimento da demanda agregada – gasto público, demanda privada e expansão das exportações líquidas – funcionaram na prática nos anos que antecederam a crise da Covid-19 (2018 e 2019).
O primeiro cenário, que levaria o mundo a uma “nova década perdida”, baseia-se na continuidade de políticas que já vinham sendo adotadas nos últimos anos e na oposição, considerada injustificável pela Unctad, à política fiscal proativa frente ao ciclo econômico. Caso se concretize, o crescimento anual do PIB mundial entre 2022 e 2030 seria de apenas +2%, isto é, 1/3 menor que a média de 2010-2019 (+3,1%)…”
